GSI muda esquema de segurança e até Bolsonaro passa por raio X

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BRASÍLIA – Alvo de críticas do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República reforçou o esquema de segurança para viagens da comitiva presidencial. Nos deslocamentos feitos nesta semana, até mesmo o presidente Jair Bolsonaro teve que passar por detector de metais e raio X antes de embarcar para Belo Horizonte e São Paulo. A informação foi confirmada por dois assessores que acompanharam os trajetos.

Ao Estadão/Broadcast, o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, afirmou que “o procedimento de segurança está mais rigoroso”, mas não especificou quais outras medidas foram adotadas.

A decisão ocorre após um militar que integrava a equipe de apoio à comitiva presidencial ser preso com 39 quilos de cocaína na Espanha. O avião em que ele estava dava suporte para a aeronave do presidente e sua equipe – cujo destino final seria Osaka, no Japão, para encontro do G20.

Mais cedo, o ministro do GSI, Augusto Heleno, reconheceu que uma falha na segurança possibilitou que um sargento da Força Aérea Brasileira (FAB) embarcasse com a droga sem ser detectado. Em entrevista à GloboNews, ele ponderou que a segurança do presidente “é muito séria, muito competente, muito bem treinada”. “Aconteceu uma falha é isso será corrigido”, declarou na entrevista.

No mesmo dia, o presidente Jair Bolsonaro defendeu o serviço prestado pelo GSI e enfatizou que confia “100%” no trabalho de Heleno. “Estou muito bem com o GSI, me sinto muito seguro e tranquilo”, disse.

Segundo integrantes do Palácio do Planalto, a orientação é de silêncio total sobre as declarações de Carlos para evitar amplificar ainda mais o conflito.

Fonte: O Estadão

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